Wednesday, June 10, 2026
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Jeffrey Epstein tem CPF ativo no Brasil, revelam documentos - Aventuras na História

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CitrixNews Staff
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Jeffrey Epstein tem CPF ativo no Brasil, revelam documentos - Aventuras na História
EpsteinJeffrey Epstein / Crédito: Getty Images

Documentos tornados públicos recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos revelam que Jeffrey Epstein possuía um Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) no Brasil. O registro, segundo apuração do g1, foi emitido em 2003 e permanece com situação regular na Receita Federal.

A existência do CPF aparece em uma relação de arquivos divulgada pelo órgão americano nas últimas semanas. O nome do bilionário — acusado de tráfico sexual de menores e outros crimes — consta em uma pasta intitulada “Arquivos diversos”, vinculada ao caso Epstein.

A reportagem confirmou junto à Receita Federal que há um CPF registrado em nome de Jeffrey Epstein, com data de nascimento correspondente à do empresário: 20 de janeiro de 1953. O documento segue ativo.

Vale mencionar que, pelas normas brasileiras, estrangeiros que não residem no país podem solicitar inscrição no CPF. O pedido pode ser feito pelo próprio interessado ou por meio de um procurador legalmente constituído, repercute o g1.

Procurada, a Receita Federal informou apenas que a possibilidade de estrangeiros se inscreverem no Cadastro de Pessoas Físicas está prevista na Instrução Normativa 2.172/2024. O órgão também esclareceu que eventuais medidas relacionadas ao CPF de uma pessoa estrangeira falecida — como é o caso de Epstein — só podem ser requeridas por inventariante, cônjuge, companheiro ou sucessor legal, caso haja bens a inventariar no Brasil; ou por cônjuge, companheiro, parente ou beneficiário de pensão por morte, se não houver bens a inventariar no país.

Os documentos divulgados também mostram que Epstein discutiu, em 2011, a possibilidade de obter cidadania brasileira. Em uma troca de e-mails datada de outubro daquele ano, a empresária e investidora alemã Nicole Junkermann questionou o bilionário sobre o tema.

“Ideia interessante, mas os vistos podem ser um problema ao viajar para outros países”, respondeu o bilionário. No mesmo dia, segundo os registros, os dois teriam se encontrado no Ritz, hotel de luxo da rede The Ritz-Carlton.

O nome de Junkermann, por sua vez, aparece em diversos documentos relacionados ao caso.

Caso Epstein

O escândalo envolvendo Epstein se arrastou por anos na Justiça dos Estados Unidos. As primeiras denúncias formais surgiram em 2005, quando ele foi investigado pela polícia de Palm Beach, na Flórida, por abuso sexual de menores. À época, afirmou que os encontros foram consensuais e que acreditava que as vítimas tinham 18 anos.

De acordo com a acusação, o empresário abusou de adolescentes ou recrutou garotas para atos sexuais entre 2002 e 2005. Em 2008, declarou-se culpado pelo crime de exploração de menores e firmou um acordo que resultou em 13 meses de prisão e pagamento de indenizações.

Em fevereiro de 2019, um juiz distrital da Flórida considerou ilegal o acordo firmado anteriormente. Em julho do mesmo ano, Epstein foi preso novamente e formalmente acusado de abuso de menores e de comandar uma rede de exploração sexual. Segundo os promotores, ele pagava centenas de dólares para que meninas fossem até seus imóveis e realizassem atos sexuais, além de incentivá-las a recrutar outras jovens.

Dezenas de mulheres o acusaram de forçá-las a prestar serviços sexuais a ele e a convidados em uma ilha particular no Caribe e em propriedades mantidas em Nova York, Flórida e Novo México. O governo americano afirmou que mais de 250 meninas menores de idade teriam sido exploradas sexualmente.

Promotores federais defenderam que Epstein permanecesse preso até o julgamento, alegando que a “riqueza exorbitante” do empresário e seus laços internacionais poderiam facilitar uma fuga.

Ele foi encontrado morto na prisão em agosto de 2019, e, na época, a autópsia concluiu que ele tirou a própria vida. Dois dias antes, havia assinado um testamento que estimava seu patrimônio em mais de US$ 577 milhões.

Após sua morte, as acusações foram retiradas, mas procuradores indicaram que outras pessoas envolvidas no esquema poderiam ser responsabilizadas. Advogados das vítimas também afirmaram que buscariam indenizações na Justiça.

Éric Moreira Éric Moreira é jornalista, formado pelo Centro Universitário Belas Artes de São Paulo. Passa a maior parte do tempo vendo filmes e séries, interessado em jornalismo cultural e grande amante de Arte e História.

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